Mosaico da Vila

E repare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias
Machado de Assiso leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de AssisOSAICO DA VILA
E repare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de AssisICO DA VILA
E repare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de Assisepare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de Assis

A casca doce de Burane
Ao Folhear algumas revistas do I.H.O. Encontrei sentado ali no adro da afrinegra igreja do Rosário, um senhor por nome de Burane. Bem sei que muito já tinha ouvido falar sobre ele, porém não tinha ainda sido apresentado a sua pessoa, digo as suas obras, pois o mesmo descansa em paz, como bem diz Drummond , esse povo antigamente não morria , descansava. Não morre mesmo, o artista é sem dúvida o grito de repúdio as horas findas da carnalidade humana, pois em superioridade se tornam imortais pelos seus feitos.
Encontrei Burane imortalizado nas entri-linhas de escritos ufânicos contidos especialmente em ”Carvalhos", onde embriaguei-me com a riqueza artística desse homem. Que a pós–modernidade com seu “neos” tenta borrar com o cinza do concreto e da objetividade suas obras sacras, que são santificadas pelo tempo, embora blasfemada pelo esquecimento.
Da tinta negra, que borrou o papel em códigos, li e reli a vida desse tal Benedito Amônico de Freitas, que como um bendito épico, tentei conhecer a sua história, que em síntese Dagoberto exprime ser:”o artista de todas as artes.” Foi ainda na negra escrita que lembrei-me do azul e do dourado na talha rosariana, que um dia fora rubricadas por esse artista da mais alta estirpe oeirense. Protegido pela moldura, vi Jesus no “Descimento da Cruz” e mais uma vez no óleo sobre a tela, está o filho do criador vergado pelo peso da cruz ... Está ali Cristo em Burane , no passo da Naninha onde o Senhor do Passos se torna ainda mais atávico na festa heráldica da terra.
Na madeira doce do buranhêm , a vida esculpiu esse artista que pela graça da Vitória imaculada do Rosário, também se fez artista esculpindo no cedro da história o seu nome, materializando tudo aquilo que poderíamos chamar de obras buranianas.
A velha Oeiras que não é mais tão pacata, foi palco pra a teatralidade de Burane, que incontáveis vezes tiro do madeiro o filho de Rosário, Vitória, Conceição... Das Dores, na semana que outrora era santa. Assim se fez o pintor, o escultor, o imaginário, o mágico, o moldador... O oeirense que os oeirenses desconhecem, pois ele jaz na lápide fria da memória.
A obra buraniana, faz avivar valores, que sejam na música Possidônica, na arte cênica Lamequiana ou na literatura de vários nomes, que os mochinos já nascem artistas e tornam sem plágios , Drummonds , Villa Lobos e Da Vincis da velha urbe... No bom gosto oeirense.

Júnior Vianna

Um comentário:

Jadson disse...

UM DOS PAPÉIS DO HISTORIADOR É TRAZER DO PASSADO,FIGURAS QUE AJUDEM A FORMAR MENTES DE PRESENTE,DE NOVO.
VOCÊ DESEMPENHA MUITO BEM ESSE PAPEL!!!