Mosaico da Vila

E repare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias
Machado de Assiso leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de AssisOSAICO DA VILA
E repare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de AssisICO DA VILA
E repare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de Assisepare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de Assis

VALENTE VALENTIM

Parodiando uma frase de um grande artista que diz que a arte é uma mentira que nos transparece a verdade, nos faz perceber que geralmente é de talentos exorbitantes que alguns artistas despontam no cenário cultural.
É notório que a velha urbe, a “abaretama torre” é uma plêiade de músicos, escritores e a pouco mais de uma década estreou nesse mundo vasto mundo um menino, que cresceu e transformou-se em anjo, pois como ele bem diz: “os artistas não tem sexo”. Dessa maneira, esse oeirense revigorou a arte cênica local, abrilhantando ainda mais a arte mafrensina, dando vida ao velho teatro que hoje ruína, apresentando espetáculos, digamos, sem demagogia, dignos de Shakespeare.
Lameck Valentim... Valente, gerou o IPA, então o verbo se fez texto, resultando em peças que ainda hoje são bastante prestigiadas e premiadas, honrando o nome do “criador”. A originalidade moldada no velho teatro grego, o teatrólogo, autor, ator, diretor, sonoplasta, maquiador, iluminador... Valente, soube pôr uma máscara na realidade e em tom sarcástico queimar “As Bruxas de Sarieo”, aquecendo os anseios dos que querem se libertar e com a fumaça fétida da hipocrisia suja a honra dos que moldados em preceitos se revelam falsos moralistas.
Valentim Valente, como bem diz Carlos Drumonnd de Andrade, nos faz perceber que toda "história é remorso", assim o convite proposto pelo teatrólogo é fazermos uma viagem “De Cabrobó a Oeiras” e enxergarmos com os olhos da alma, a amarga e doce história do torrão querido, a Oeiras de mil máscaras e de mil e uma histórias.
Deleitar-se com as peças de Valentim Valente, é ao mesmo tempo adentrar a “Casa dos Espíritos”, é penetrar por entre móveis e paredes, vivenciando junto com uma família macabra os momentos mais fatídicos que podem existir: incestos, crimes e tudo o que de mais horripilante um ser humano pode fazer quando a fé é demasiada, claro, se pudermos chamar isso de fé.
Nem a profecia de Nostradamus é tão bem relatada como a de Valentim que em “Apocalipse” evidencia que o fim pode ser o começo, se não encararmos o amanhã como um novo dia, mas como um recomeço, onde se possa parar e fazer planos para se atingir a perfeição.
Por fim, é inefável falar desse artista Valente, Valentim, Lameck, que é um Deus quando dá vida a outros seres. Mas como diz Rachel de Queiroz: “somos imortais, mas não imorríveis”. Por isso devemos credenciar esse artista enquanto vive e reina, pois nada adianta as memórias póstumas a não ser as lágrimas do arrependimento.

JUNIOR VIANNA

Villa da Mocha

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