Mosaico da Vila

E repare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias
Machado de Assiso leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de AssisOSAICO DA VILA
E repare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de AssisICO DA VILA
E repare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de Assisepare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de Assis
foto: Orlando Berti

Oeiras é Original


Oeiras é de fato uma cidade pitoresca, uma cidadezinha diferente, carregada sem dúvidas de muitas características que Drummond tratou em descrever em seu poema. Porem, Oeiras é bem mais do que uma cidadezinha qualquer, por que possui identidade própria, algo que se consolidou pouco a pouco ao longo de três séculos, quando as suas histórias foram sendo tecidas no negrume das alcovas, nas praças e nas procissões onde os pseudos-nobres com seus sobrenomes portugueses e suas opas, explicitam as extintas irmandades. Todavia, caminhando pelas ruelas da cidade vão deixando pelo caminho os farelos dos seus pecados.

Assim, nessa pitoresca cidade sob o signo da colonização lusitana, teatralizam pelas vias publicas, como em Portugal, a via sacra a céu a aberto onde o povo são os atores desse auto de fé.São personagens de uma história viva, que se comprimem em becos e capelas de passos para devorarem os símbolos de um cristianismo medieval. São homens e mulheres, muito deles anônimos que volumosamente inundam as praças, prostam-se diante as imagens e cantam sem ritmo as estrofes dos cantos dolentes da paixão santa.

Em Oeiras, não existem atores renomados ou globais, os astros são pessoas comuns, porém singulares, são Josés... Zé de Helena com seu tamborete mágico, Marias...de Cotas, Filocas e Lindocas que por sua vez são imortais, tão quanto as Cleofás e as Verônicas que entoa o seu canto na mais original denominação- Béu- e olhais, por favor, como é assim tão grande a dor da vossa dor. Os citadinos dessa terra são artistas natos, pois no momento da “câmera, luz e ação”, se organizam em fila e no breu noturno saem com suas lamparinas, fazendo das ruas um mar de luz... Um espetáculo de encher os olhos.

Contudo, Oeiras não precisa de atores globais, afinal, na sua Semana Santa, não passariam de meros coadjuvantes, pois o seu povo é que são os protagonistas desse enredo, que a muito se repete, mas a cada ano parece se inédito aos olhos desses citadinos.


Junior vianna




3 comentários:

andre disse...

No inicio pensei, mas um texto criticando oeiras, ja to cansado disso, mas o final me surpreendeu, muito bom, adoro ler textos q enaltessam esta cidade q amo, oeiras. tapa na cara de floriano.

Werber disse...

Cara parabens ótimo trabalho!!!!


Parabens mesmo!!!

JADSON disse...

Expressivo,intenso e profundo.Oeiras é de fato ÚNICA!!E você é profundo conhecedor das coisas desta cidade,um "OEIRÓLOGO".