Mosaico da Vila

E repare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias
Machado de Assiso leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de AssisOSAICO DA VILA
E repare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de AssisICO DA VILA
E repare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de Assisepare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de Assis
Monotonia

Na sala estava quase toda a família, seu Leocardio balançava-se em uma cadeira de balanço, que parecia gemer do peso que levava. Do outro lado da sala estava dona Clarice, debruçada na janela olhando para quem passava na rua. Almerinda por sua vez tomava a lição da escola na mesa de jantar, uma obrigação vigiada pelos olhos do pai.

Nada se falava, um silêncio tomava conta da casa. Mesmo no calor que se fazia, uma leve brisa adentrava o recinto, batia no rosto do pai que bocejava e devagar mente passava a mão nos seus cabelos brancos. A mãe continuava estática, vigiando com seu olhar distante os que transitavam pela rua...
__Dois vezes dois, é igual a quatro, dois vezes três, é igual a seis...

O silêncio que inundava o vespertino daquele dia quebrava-se naquele momento com a voz aguda da menina que tentava aprender a tabuada, agora deitada numa rede no primeiro quarto da casa, para completar a rede fazia um estranho ruído... No entanto o barulho foi sufocado pelo esturro grosseiro que veio da sala:

__ Arri égua! Vê se para com esse troce baruiênto!

A menina nem titubeou, pulou da rede e saiu de fininho por uma porta que dava em outro quarto, indo para o quintal, pois antes de anoitecer, a mãe iria perguntá-la a tabuada e os conteúdos das outras disciplinas...

...Os ponteiros do relógio rodavam, rodavam e as pessoas daquela família continuavam intactas e ociosas como objetos predestinados a comporem aquele lugar, porém do fundo da cozinha ouvia-se um barulho, era a velha empregada Gestrudes, que batia com a faca na rude taboa de cortar carne, tentando multiplicar o pequeno pedaço de carne.

O pai levantou-se, espreguiçou-se, colocou as mãos na cintura, fez um certo remelexo, bocejou outra vez, em segunda pós os óculos, vestiu a camisa que estava no torno da cadeira e saiu sem dizer para onde ia. A mulher nem interrogou para onde ele ia, evitou ser repreendida, todavia olhava o marido caminhando num destino desconhecido, olhou ate onde a vista deu...

Dona Clarice sentou-se na cadeira em que estava o marido de onde chamou a filha para perguntar a tabuada, que apressadamente sentou-se ao lado da mãe. Aquela tarde parecia não acabar de tão fastidiosa que era, todavia era uma tarde igualzinha as ouras, em que os ponteiros do relógio rodavam, rodavam e pareciam não sair do lugar. Aquela casa era o reflexo de tantas outras casas a costumadas a um nada que nadava e mergulhava entre paredes e móveis, entre objetos e pessoas que se faziam presentes em plena monotonia.

2 comentários:

Cynthia Osório disse...

Belo texto,envolvente descrição.Pude visualizar em pensamento cada detalhe da monotonia.Bjim!

linka meu blog p tu ficar sabendo qnd eu postar!!

Luiz Gomes disse...

linka o meu também.

Para deixar a vida menos monótona.

kkkkkkkkkkkk.