Mosaico da Vila

E repare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias
Machado de Assiso leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de AssisOSAICO DA VILA
E repare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de AssisICO DA VILA
E repare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de Assisepare o leitor como a língua portuguesa é engenhosa. Um contador de historias é justamente o contrario do historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias" Machado de Assis
foto de Carlos Rubem

Ser apresentado é preciso!


Relativamente Oeiras esta um pouco distante da capital, um entrave geográfico que nos distância de bons shows e espetáculos. Embora na velha capital, de vez em quando, se tenha alguma apresentação artística, algo que merecia a secretaria de cultura promover, a bem da verdade, nada se faz, nada se promove e nada se vê... Pela minha forte oeirensidade me senti envergonhado durante a Semana Santa quando ociosamente não se ofereceu nada a quem veio à cidade, digo, música de boa qualidade, lançamento de livros ou a boa imagem das exposições que tanto encantavam os visitantes e massageava o meu ego... Jaz!


Mas, não é disso que quero falar, e sim, do assunto que nos últimos dias invadiu o meio cultural. O Cine Teatro Oeiras, arquitetado em arte Decó e recém-formado por mais uma vez, sua construção está pautada nos idos da década de quarenta do século XX, casa bonita, mas que se tornou alvo de discursão. De um lado “Os Apresentados” do outro a Secretaria de Cultura... Um duelo um tanto quanto instigante, poderia até parafrasear a máxima do parnasianismo “a arte pela arte”, mas deveras, a secretária atual não é artista e nunca produziu arte, dizem as bocas miúdas que a mesma desconhecia até mesmo a sexualidade de um velho escritor português, bobagem isso! Não é mesmo?! Mas o foco da discursão esta ligada ao fato da atual secretaria não permitir que a peça “Pequeno príncipe do sertão”, escrita pelo poeta Edilberto Vilanova baseada na obra de Sant-Exupéry e produzida por Lameck Valentim, de se apresentar no Cine- Teatro. Seria partidarismo político? Seriam intrigas? Conspiração? Ora! Meus caros, acho que tudo isso é a pequenez de quem não quer enxergar com os olhos da arte, não se fazem mais mecenas como antigamente!


Quanta ambigüidade! Vejamos só, o prédio foi restaurado pelo programa MONUMENTA financiando pelo Governo Federal, para o povo! Outro detalhe a peça a ser apresentada também é patrocinada pelo Governo Federal (Ministério da Cultura)... Eita Oeiras! Enquanto o Ministério da Cultura tenta implacar o programa “Mais Cultura”, na velha urbe suas velhas formas de viver causam embaraços em nome da ematreira política. O que fazer nessa hora?Calar? Não! Um bom artista é aquele que se despe de qualquer coisa e traz nua a virilidade da arte, pois um bom exemplo foi dado na ditadura militar onde os embargos foram cruéis, todavia os bancos de praça foram os palcos pra muitos espetáculos. Assim, muitos artistas de Oeiras devem sair do pedestal e se expor, e deixar de acreditar que o pouco respaldo que já tem é o suficiente, desta feita, chego acreditar que nessa cidade existem muitas estrelas e pouco céu.


Uma verdade tem que ser dita, se assim continuar, Oeiras entregará as traças aquilo que muito demorou a se consolidar, a sua cultura singular, bem se sabe que asfalto e tantas outras coisas são necessários, mas isso é inerente do gestor publico seja ele quem for, pois isso é sua obrigação, tão quanto manter vivo o que o povo dessa cidade produz. Se a Secretaria de Cultura de Oeiras continuar a passos de tartarugas e servi apenas como um gabinete de “historietas” faz medo até mesmo o prédio colonial ruir por cima de quem ali administra. Aos artistas dessa peça mais ousadia, não adianta fugir da realidade, pois ela é só uma, cultura no Piauí é para muitos, elemento de segunda categoria, o que não vale é deixar de apresentar essa peça para um povo que gosta tanto disso.


Se forem apresentados, façam isso... Façam valer o nome do grupo teatral!


Junior vianna


Um comentário:

raonne disse...

O Teatro é uma forma de arte em que um ator ou conjunto de atores, interpreta uma história ou atividades para o público em um determinado lugar. Contando com espaço fisico. Muito me entristece saber que em minha amada cidade berço da civilização piauense,algo tão estarrecetor vem acontecendo.O Cine-Teatro simbolo maior do teatro de Oeiras esta sendo fechado, sendo que sua função abrigar o teatro oeiranese. Tal insanidade da parte dessa vem ofuscar ainda mais o brilho da nossa cultura. Está que é um dos maiores atrativos da nossa cidade.
Enquanto o governo faz planos para levar ao maior número possivel de brasileiros, à alta "cúpula " secretaria de cultura de Oeiras impõe com tal vergonhosa ação aos nossos conterrâneos o afatamento a uma da mais belas formas de arte da historia.